Thursday, August 24, 2006

"Na TV, os feios também precisam ser cobrados", diz Henri Castelli


Henri Castelli diz que nunca se preocupou em ser visto como mais um "rostinho bonito" na televisão. Dono de um biotipo de galã - com corpo atlético e olhos azuis -, o ator começou a carreira com um pequeno papel na minissérie "Hilda Furacão", de 1998. Mas foi como o galãzinho Pedro, de "Malhação", que o rapaz ganhou notoriedade e se tornou o campeão de cartas da Globo.

Agora, na pele do inescrupuloso Estevão, em "Cobras & Lagartos", Castelli está tendo a chance de dar um salto na carreira, com um papel mais exigente. "Acho que a televisão precisa dos bonitos e dos feios. Cada um tem seu espaço. E os feios também precisam ser cobrados", opina.

Na verdade, salvo raríssimas exceções, ninguém faz carreira nas telenovelas por ser feio. Já Henri tem tido boas chances na Globo. Pouco antes de se tornar uma cobra da pior espécie na trama de João Emanuel Carneiro, ele fez uma rápida participação em "Belíssima", onde viveu o mocinho Pedro - morto logo no início da história. "Existia a possibilidade de eu voltar para a novela, mas ao mesmo tempo, já me queriam para 'Cobras'", explica o ator.

Gato e sapato
O convite, feito pelo diretor e mentor Wolf Maya, veio pouco antes da apresentação do elenco para a imprensa, em abril deste ano. Em meio à correria, Henri mal teve tempo para desenvolver o personagem. "Já comecei gravando muito. O Wolf me passou as características dele e fui encontrando a personalidade aos poucos", descreve o ator, que ficou moreno para o papel.

O tom do cabelo do ator foi mudado por um motivo simples, mas estratégico: contrastar o visual do rapaz com o da maquiavélica e platinada Leona, papel de Carolina Dieckmann. Embora os dois formem o principal casal de vilões da trama, é notável a submissão de Estevão ao grande poder de persuasão da mocinha, que faz dele "gato e sapato".

Henri está inteiramente mergulhado no trabalho em "Cobras & Lagartos". O ator grava de segunda a sábado - "Mais do que o Duda, que é o mocinho", compara ele, sobre o papel de Daniel de Oliveira - e tem lá suas queixas pelo desgaste. Por outro lado, acha divertida a história criada por João Emanuel Carneiro. "O vilão faz às vezes de mocinho e pode abusar dos trejeitos. Só é cansativo porque eu trabalho demais", reclama o rapaz de 28 anos.

Henri parece ainda mais empolgado quando começa a falar de seu projeto de viagem. Ele pensa em ficar um ano e meio em Nova Iorque, em companhia da mulher, a modelo Isabeli Fontana, e do filho, previsto para nascer em novembro deste ano. "Vou somente para estudar, volto em 2008", avisa ele, que parte logo depois do término da novela, no final do ano. Embora se diga um apaixonado pela profissão, o próprio ator não se arrisca em projetar seu futuro. Ao menos, não tem nada planejado. "Talvez eu volte, talvez não", desconversa ele, que adoraria fazer cinema. "Mas, trabalho mesmo, só quando eu voltar", afirma.

Fonte: Uol Televisão

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